Minha felicidade deve ser compartilhada com meu próximo, ocupando-me, à medida do possível, em também contribuir para a felicidade comum. Devo viver buscando levar esperança e felicidade aos que me rodeiam, sem que isso se torne necessariamente uma profissão ou obrigação.
A Vida se desenvolve no convívio. Seu sentido é a felicidade pessoal e coletiva, simultaneamente. O crescimento pessoal se dá necessariamente no confronto do ser humano com outro e com o grupo social. Os traços da personalidade humana são alicerçados por intermédio das relações com seus semelhantes, em que o confronto com o oposto promove transformação. Pensar em crescer sem se ocupar do outro é contraditório, pelo princípio de que é com o desigual que se cresce, e este não se trata de um inimigo, mas de qualquer pessoa em nossa caminhada. A felicidade do outro é então condição necessária à felicidade pessoal.
O caminho da felicidade é o da autoiluminação. É a descoberta e vivência do deus presente na essência de si próprio. A autoiluminação é a Vida que se decide por revelar o deus interno. O Deus absoluto não mora necessariamente na intimidade do indivíduo. Ele não se resume nos limites do Universo. O deus interno é passível de realizar-se de forma humana e amorosa. Iluminar-se é transcender a esfera física e penetrar nos princípios espirituais com coragem e determinação, confiante na presença de Espíritos Superiores, que nos auxiliam, tendo em vista a missão que têm de transformação e elevação da humanidade.
O crescimento pessoal só é possível em contato com os outros. É em grupo que se alcança a felicidade pessoal, pois somos oriundos de um mesmo princípio, filhos da Terra e participantes do macroprocesso divino. A consciência de pertencermos a um mesmo planejamento superior e de estarmos fadados a um mesmo destino coletivo nos põe em contato com a consciência coletiva da existência de Deus como causa geradora da Vida.
É impossível alcançar-se a felicidade de forma egoísta, pois só somos se existir um outro. A unidade existe na dualidade e esta só é possível na percepção do uno. Nada somos sem o outro. Isso nos leva à ideia do compartilhamento da realização pessoal com nossos semelhantes. Realizamo-nos no coletivo e no contato com a singularidade do outro, pois ela nos leva à nossa própria. O processo da reencarnação só é possível através de outro ser humano, a fim de que nos conscientizemos de nossa ligação com o semelhante.
O único caminho para ser feliz na Terra é promover o bem comum. Cada um de nós, por força do plano de Deus, tem o dever de, voluntariamente, contribuir para a realização de Sua obra. Todos temos que dar o contributo como um passaporte para a realização pessoal. Quem não colabora com a Vida não cresce nela.
Para saber mais sobre este e demais assuntos tratados por Adenáuer Novaes, veja as obras publicadas pelo autor. Este conteúdo foi extraído do livro: Psicologia e Espiritualidade.