As escolhas que fazemos na vida dizem muito do Espírito que somos. Observe-se. Avalie as escolhas que você tem feito até hoje. Sempre é possível tomar um novo caminho. Faça as suas escolhas, pensando como Espírito imortal - isso muda tudo!
A evolução do Espírito visa a conquista de sua autodeterminação, cuja principal característica é sua autonomia quanto a tudo que deva escolher para si. Gradativamente deve ir se desvencilhando das influências coletivas que o impedem de manifestar sua singularidade nas escolhas.
Quando mais maduro, desde antes de cada encarnação, direciona suas escolhas com total independência para fazer quaisquer alterações que julgar necessárias, sem prejuízo para sua evolução. Visando melhor aproveitamento das experiências que vive, escolhe a profissão mais adequada, o regime familiar que se presta aos seus propósitos, bem como as características do corpo físico que correspondem aos objetivos que pretende atingir. Suas escolhas incluem não só o que lhe é mais conveniente como também o que trará melhores benefícios aos outros com os quais compartilha a vida.
Sua autodeterminação é tão firme que suas escolhas, quaisquer que sejam, sempre permitem mudanças e criam a abertura para novas e diferentes possibilidades fora da dicotomia bem versus mal. A base em que se apoiam suas escolhas está fundada em experiências que alicerçaram saberes diversos já integrados ao seu ser, além de uma sólida conexão emocionalmente sentida com o Criador.
Aquela base não se confunde com saberes calcados em crenças que serviram ao estabelecimento do equilíbrio momentâneo da consciência, nem na aceitação de pregações de ocasião, nem na interpretação fundamentalista de leituras sacralizadas. Escolhas feitas após apressadas conversões religiosas, movidas pelo desespero da perda da segurança ou pelo medo da morte, costumam conduzir o ego a uma confortável situação de “protegido pelo Divino” e a um vulnerável estado psicológico de dependência.
Inclui-se, neste estado, uma certa inércia para a busca de conhecimentos, principalmente em experiências que exigem maior esforço e sacrifício ou que apresentem algum risco para sua integridade moral. Nas experiências em que a proximidade com o que considera seja o mal, pelo receio de “punições” divinas e pela culpa em afastar-se de seus propósitos retificadores, pode não assimilar a totalidade do saber que poderia integrar. A autodeterminação do Espírito deve alcançar o estágio em que todas as escolhas que fizer levarão ao melhor destino para si e ao progresso da sociedade em que vive. Quanto mais maduro, melhor compreende que suas escolhas devem ser baseadas em suas melhores qualidades, em sua consciência de ser imortal e em sua profunda conexão com Deus.
Para saber mais sobre este e demais assuntos tratados por Adenáuer Novaes, veja as obras publicadas pelo autor. Este conteúdo foi extraído do livro: Jesus, o Intérprete de Deus – Volume VI – O Arquétipo Espiritual.